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Polícia investiga aliciamento de quatro crianças e adolescentes para o Baleia Azul

Polícia investiga aliciamento de quatro crianças e adolescentes para o Baleia Azul

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A Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) investiga o aliciamento, no Rio, de pelo menos quatro crianças e adolescentes — três meninas e um menino — para o Baleia Azul, uma série de 50 ordens que desconhecidos dão aos jovens; a última, exige o suicídio. A polícia já confirmou que duas das vítimas tinham entrado no jogo e tenta confirmar a participação das outras duas.

A especializada também investiga quem são as pessoas que dão as ordens no jogo. De acordo com a delegada assistente da DRCI, Fernanda Fernandes, as vítimas são atraídas pelas redes sociais e aplicativos de mensagem. Elas recebem ordens diariamente, 50 no total, que incluem autolesão e automutilação. Após entrarem no jogo, as crianças e adolescentes sofrem ameaças, inclusive de morte, para que não saiam.

As vítimas, ainda de acordo com a delegada, são pessoas que já apresentam sinais de depressão. Nesta terça-feira, três prestaram depoimento. Uma delas chegou a tentar o suicídio.

— Hoje, nosso objetivo principal é investigar as vítimas para que possamos proteger a integridade física e a vida delas. Fazemos um apelo para que principalmente os pais procurem a delegacia se notarem algum comportamento estranho — afirmou Fernanda Fernandes.

Segundo a delegada, aqueles que forem identificados como aliciadores das vítimas poderão responder pelos crimes de tentativa de homicídio, lesão corporal e associação criminosa.

O caso de Mariana (nome fictício), de 15 anos, vítima que o EXTRA entrevistou, está entre os investigados pela polícia. Ela só está viva porque a mãe conseguiu impedir o fim trágico.

— Quem tiver com vontade de entrar no Baleia Azul, não faça isso. Só vai te causar coisas ruins. Em vez de parar sua tristeza, só vai aumentar. E vai acumular, e vai acumular… E quando você vê, já vai estar vazio por dentro e por fora. Apostem numa coisa que você gosta. Talvez numa música de que você gosta. Talvez você se sinta melhor. Porque eu sei o quanto dói, mas não vai ser um jogo que vai te fazer parar de sentir dor. E nem a morte — desabafa a menina.

Mariana foi internada após a mãe descobrir que ela estava participando do jogo, e já estava na 15ª ordem. A menina teve alta após dois dias e acabou tentando suicídio. A mãe, que abandonou o trabalho por preocupação, conseguiu impedir que o pior acontecesse.

A dor da mãe a fez recuar. Vez por outra, Mariana diz que sente vontade de desistir, mas tenta mudar de pensamento. Está em tratamento, e sonha em ser fotógrafa:

— Minha mãe me disse que fazia tudo para eu ficar viva. E eu entendi. Às vezes eu penso (na morte), mas aí eu penso no meu futuro — conta a menina.

Fonte: Extra Online



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